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O que você perdeu no noticiário

Ao jornalista é creditado o poder de contar o que acontece fora do alcance dos nossos olhos. Não dar voz às diferentes versões de uma história deveria receber punição por desrespeito aos direitos humanos.

Durante a Guerra do Golfo, a CNN fez transmissões em tempo real, com alcance planetário. A cobertura inédita foi amplamente divulgada, inclusive no Brasil. Contudo, essa influência não veio acompanhada de responsabilidade. A “guerra sem sangue” proclamada pela rede de televisão teve pelo menos 150 mil mortos.


Depois do atentado ao World Trade Center, em setembro de 2001, o mundo passou a ver árabes e muçulmanos com desconfiança e até desprezo. Tortura foi reconsiderada. Adultos, crianças e velhos foram - e são - humilhados porque a mídia não fez o trabalho dela.


Jornais e revistas compraram a versão – até então não comprovada - do presidente norte-americano de que o atentado às torres gêmeas tinha autoria de terroristas árabes. Os veículos de comunicação promoveram a falsa idéia de que árabe, muçulmano e terrorista são sinônimos. Assim, a invasão do Afeganistão e a do Iraque foram legitimadas pela mídia, por meio de jogos de palavras que pouco diziam sobre realidade histórica daquela região.


A questão palestina foi vendida como uma guerra na qual o lado do bem, representado por Israel e pelos Estados Unidos, tem de lidar com os ferozes invasores palestinos. Essa versão é um consenso no Ocidente graças à submissão dos comunicadores a megaempresários, tais como presidente Bush, que tinha grande interesse no petróleo iraquiano.


A tentativa de golpe no governo de Hugo Chávez foi arquitetada com ajuda dos EUA. Grupos jornalísticos da Europa e do Brasil chegaram a publicar e comemorar a renúncia do líder venezuelano. Logo depois do incidente, Chávez foi aclamado com aprovação popular superior aos outros países da América Latina.


O MST é outra vítima da corrupção midiática. A grande imprensa comumente classifica como vandalismo as ações do Movimento. Porque essa é a abordagem que agrada as elites.

Cuidado com a próxima edição do jornal. Ser jornalista
é poder demais e está sem regulamentação.



Leia isso aqui e "O Jornalismo Canalha - A promíscua relação entre a mídia e o poder", de José Arbex Jr.

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