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Jornalismo
Não assisti ao melhor filme da minha vida, nem tenho um estilo musical predileto ou uma banda favorita pela qual morrer de amores. Os desenhos que eu faço nunca estão realmente acabados. Encontro defeitos em gente absolutamente boa e qualidades nos irremediavelmente maus em tudo. Acho cruel eleger o melhor prato de comida que já provei e injusto escolher apenas uma estação pra chamar de melhor do ano.
Uma das coisas mais ricas que jornalismo tem me trazido é poder repensar meus conceitos com frequência. Cada entrevista traz uma perspectiva diferente, abalando ideias fixas que vou desconstruindo, sob intensidade variável, em espaços de tempo inconstantes.
Não sou radical, nem considero isso um defeito. Sei também que isso não é positivo o tempo todo. É o caminho que eu tenho escolhido e me tem feito mais feliz do que triste. Deve ser o melhor.
Como diz Manuel Carlos Chaparro, em ‘Pragmática do Jornalismo – Buscas práticas para uma teoria da ação jornalística’, minha meta profissional deve ser viabilizar o acesso ao direito de informação, fazendo afirmações seguras do que vi, ouvi e senti. Não quero fazer retratos em preto e branco. A vida vem me apresentando uma palheta infinita de cores e é desperdício ignorá-la.
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